Fidelidade e Cartões

Postado em novembro 30, 2010 por E-Safe

Esse esquema de oferecer pacotes de produtos com um preço menor do que aquele que seria cobrado caso as unidades fossem compradas se­paradamente já é bastante utilizado nos supermercados há al­gum tem­po.

E é mais ou menos assim que funciona o sistema de carga do cartão pré-pago Mais Pizza Hut, oferecido desde janeiro des­te ano por essa rede de restaurantes. As lojas permitem depósitos que vão de R$ 20 a R$ 499, e o valor pago pelo cliente é creditado em do­bro, podendo ser consumido em qualquer uma das 15 unidades do Pizza Hut na capital paulista.

Esse sistema, Smart Loyalty, que in­clui o cartão com chip e os terminais, foi criado pela E-safetransfer com objetivo de fidelizar clientes e aumentar os lucros de um estabelecimento comercial. Segundo o CEO da E-safetransfer, Neissan Monadjem, já houve mudanças significativas no movimento dos restaurantes da rede Pizza Hut desde a implantação do sistema, considerando que “43% do público que adquire o plástico volta em menos de duas semanas”.

Um dos motivos para isso é a “obrigação” que o consumidor sente em gastar logo os créditos ainda disponíveis no cartão, na opinião de Monadjem. “A pessoa sente como se fosse uma credora e o estabelecimento devedor.” De maio a agosto desse ano já foram adquiridos cerca de oito mil Cartões Mais Pizza Hut, informou o diretor de operações do restaurante, Rey­nal­do Zani.

Além disso, Zani contou que 60% dos clientes que adquiriram o plástico passaram a freqüentar três vezes mais as lojas da rede e aumentaram o gasto mé­dio em 20%. Em setembro, a E-safetransfer, especializada em serviços para o segmento bancário e varejo, fechou mais um contrato para implementação do sistema Smart Loyalty e, até o final do ano, eles esperam assinar outros dois.

Monadjem ex­plica que o foco são estabelecimentos onde o tí­quete médio das compras é me­nor e há uma alta freqüência de uso, caso contrário o consumidor não utiliza o pré-pago.

O sistema utilizado nas unidades da Pizza Hut de São Paulo é composto por terminais online e offline, smart cards (produzidos por empresas terceirizadas) e um programa com o cadastro dos clientes que possuem o cartão.

Esse re­gistro contém informações de talhadas sobre os gastos, freqüência e preferências, o que permite um controle maior da loja em relação ao movimento e possibilita a realização de ofertas personalizadas a esses consumidores.

O plástico tem validade de dois anos, depois deve ser trocado e pode ser oferecido como cartão-presente, pois não é no­mi­nal e não possui senha – em caso de perda ou roubo pode ser feito o bloqueio.

O smart card ainda não pode ser utilizado nos pedidos delivery, mas pode ser que rede passe a disponibilizar esse benefício aos clientes até o final do ano, já que terminal offline é pequeno e móvel, podendo ser levado ao local do pedido.

A expectativa do CEO da E-safetransfer é ter o sistema im­plantado em 76 unidades da Pizza Hut em um ano. Noticia Publicada na Revista CARDNEWS do Mês de Setembro

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